Um calendário utilizado por muitos povos que viveram na América Central, tais como os maias, astecas, toltecas, olmecas, mixtecas, zapotecas, etc.
Aqui, fica ainda mais clara (do que na contagem longa) a intenção daqueles povos: criar ciclos que são fruto da combinação entre dois (ou mais) ciclos menores.
Percebemos isso facilmente dentro do Tzolk’in ou Tonalpohualli (nomes, respectivamente, em linguagem maia e asteca, pelos quais o Calendário Sagrado de tais povos ficou conhecido nos dias de hoje), pois ele é o fruto da combinação entre dois ciclos, o de 13 dias e o de 20 dias, ou seja, engloba todas as combinações possíveis entre 13 e 20.
O ciclo de treze dias representa os treze planos ou vibrações superiores, “cósmicas”, que estão acima do plano terreno, são planos de luz. Por isso mesmo, o ciclo de 13 dias acabou sendo também aplicado como ciclo DIURNO, ciclo da luz do dia.
Já o ciclo de vinte dias representa vinte forças da natureza, facilmente identificadas na Terra, tais como Vento, Serpente, Coelho, etc.
O Calendário Sagrado ou "Conta do Destino" é a combinação de 20 glifos (ou signos) dos dias com 13 numerais, formando 260 combinações únicas (que chamamos kin ou tonalli - palavras, respecitivamente, maia e asteca para "dia"). É uma conta especial de probabilidades envolvida com o destino dos seres; cada glifo e cada numeral tem determinadas características que, ao combinar-se, proporcionam a cada dia uma carga única de qualidades. Cada um dos (vinte) dias que formam um mês está representado por um glifo da natureza. Os vinte glifos dos dias e os treze números vão unindo suas particularidades, combinando-se entre si, e cada um deles compartilha suas características com os seres que chegam ao mundo e recebem sua influência no momento do nascimento; os treze números do Tonalpohualli tem uma relação cósmica com os glifos, que representam um aspecto mais terreno, mas não menos interessante.
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