Calendário Maia - Calendário Sagrado - Tzolkin


Vento

Nome Calendário Maia Yukateko (técnico): Ik’
Nome Calendário Maia Yukateko (popular): Ik
Nome Calendário Maia Ch’ol: Ik’
Nome Calendário Maia K’iche’: Iq’
Nome Calendário Mexica/Nahua (Asteca): Ehecatl
Nome Calendário Zapoteca: Gui, Ni, Laa

Conhecido como Vento, Ar ou Vida.

NOTA: As informações contidas nesta página são oriundas de publicações e documentos selecionados. Privilegiamos fontes acadêmicas e nativas por compromisso ético. Não recomendamos qualquer uso descontextualizado do conteúdo.


Iq’

SIGNIFICADO DO GLIFO:
O glifo representa uma janela, utilizada nos tempos dos ancestrais maias clássicos por, através da qual o vento passa.

NA EPIGRAFIA:
De acordo com John Montgomery, o glifo tem um elemento em forma de “T” sobreposto sobre um fundo simples. Simboliza o vento. A variante personificada representa um homem jovem com o símbolo “T” inserido na bochecha ou num ornamento de orelha.

Para David Stuart, é um dia relacionado ao vento, à respiração (ou sopro, alento). O nome do segundo dia é comum nas línguas maias como Ik’ ou Iq’, significando “vento” ou “respiração”. O hieróglifo em forma de “T” na escrita maia geralmente significa esta mesma palavra, como na pronúncia do “deus vento” maia do período clássico, Ik’ Kuh. Visualmente o “T” dentro de um círculo tem sua origem como uma representação de um chocalho de cabaça que tinha no centro uma pequena e sonora abertura em forma de “T”. Esses instrumentos similares às maracás eram frequentemente mostrados sendo segurados pela divindade maia associada à música e às flores, talvez equivalente ao “Príncipe das Flores” mexica, Xochipilli. Essa conexão entre vento e respiração à música e som pode ter sua origem na crença mesoamericana em uma conexão intrínseca entre vento, o movimento do ar, e a condução do som. Possivelmente por essa razão a deidade patrona da música era o símbolo do dia “vento”.

EM DOCUMENTO MAIA CONTEMPORÂNEO:
Literalmente vento do furacão. Símbolo de observação e análise paciente. Dia para analisar a realidade que nos rodeia, reconhecer se nela impera a ordem ou não, para buscar a paciência que nos permita deixar de atuar intempestivamente, sabendo esperar o momento preciso. É o ar e o vento, o Coração do Céu (Uk’u’ Kaj). É o espírito vital, o relâmpago, a tempestade, as correntes de ar, a limpeza e pureza do cristal. É um nawal engendrado em um dia I’x (Ix) e seu destino é representado pelo glifo Tz’i’ (Ok).

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